quinta-feira, 8 de julho de 2010

Atropelando e Sendo Atropelado

Antes de tudo... a imagem tem pouco haver com o contexto da história, mas ela é bem engraçada, vai.


Você já atropelou alguém?
Se não, sorte sua. Se sim, sabe que é realmente uma bosta.

Cara, eu já pensei em fazer um post sobre minhas aventuras como motorista. Mas já aconteceu tanta coisa, mas tantaaa coisa, que decidi contar aos pouquinhos. Já contei sobre minhas multas suspeitas e sobre o (maldito, filho-da-puta, corno, viado) motoqueiro que graciosamente chutou meu retrovisor.

Era uma noite fria e chuvosa, já passava das 10:30 PM e eu lá voltando humildemente da faculdade pra casa, à bordo do meu Uninho branco, assoviando uma alegre canção.
Quando tô quase chegando ao meu destino, faço meu habitual procedimento de dar seta pra esquerda pra pegar a rua da minha casa e finalmente encontrar o aconchego do meu lar.
No momento que vou virar, me aparece na minha frente saído de sei lá da onde, brotado das profundezas mais profundas (????), um lunático montado em sua bicicleta.

Só deu tempo de pensar "fudeu, atropelei o doidão".
Obviamente não deu outra, joguei mesmo o cara pro alto.

Era impossível enxergar o sujeito. PRIMEIRAMENTE, era à noite. DEPOIS, tava chovendo. OUTRA, a roupa do cara era totalmente escura. MAIS OUTRA, a bicicleta do cara era preta. E PRA FUDER COM TODA MINHA VISÃO, o cara era da cor do Lázaro Ramos. Simplesmente não dava pra ver.
Eu tentei ao máximo pisar no freio pra pelo menos diminuir o impacto, mas foi inevitável o choque.. Só vi o cidadão voando. Puta que o pariu.

Nessa hora a primeira coisa que me passou pela cabeça foi fugir pro México, mas pensei melhor e parei o carro pra socorrer (que pessoa legal e nobre sou eu) a vítima.
O chegado tava lá aparentemente morto, jogado na vala do meio-fio. Comecei a suar "ai, meu Deus. Minha carteira é provisória. Ferrou! Caralho, que que eu faço? Será que alguém viu? Hum... acho que não. Vou por o corpo desse cara no porta-mala e vou jogar no rio. Pronto! É isso aí! Ninguém vai saber de nada. Sou muito malandro."

Nisso o brother, até então morto, começou a se mexer e cismou de ressuscitar. Pensei em dar uma bica na cabeça do moribundo pra matar ele de novo e voltar com o meu plano de ocultação de cadáver, mas olhei bem pra cara dele e pensei direito. Achei que ele merecia viver.
O maluco tinha mó jeito de ser gente boa, que tava lá voltando da longa jornada de trabalho e só queria ver a esposa e os filhos.
Resolvi então ajudar o acidentado (caramba, sou um rapaz bom mesmo). Ajudei ele a sentar e pus a bike de pé. Depois fiquei lá falando igual ao Faustão, perguntando se o cara tava bem, se queria ir no hospital, se ele tinha essa mania de pular com a bicicleta na frente dos carros. Essas coisas.
Falei até babar, e o cara nada de reagir. Ficou caladão durante todo o meu discurso. Tava até achando que o capote tinha feito ele perder a voz pra sempre. Comecei até a me remoer de culpa de novo.

Depois de longos minutos, o indivíduo resolve se manifestar. Olha bem o que ele me fala depois de toda expectativa, "tenho que parar de nadar nessa porra (de bicicleta) mesmo. Só nessa semana já caí duas vezes e quase fui atropelado por um ônibus."
Nessa hora eu não aguentei e ri desgraçadamente. Porra, era só TERÇA-FEIRA e já tinha acontecido tudo com o cara na semana. Malandragem ali reina, viu? Eu tive que falar "ah... espertão, então cê admite que o lerdo dessa história toda é você, né?" Aff...

Acho que minha tentativa de piada não foi tão bem aceita. Convenhamos, que humor mais fora de hora.

Aiai... depois daquela cena toda, chamei o cara pra ir lá pra minha casa. Sei lá, trocar uma idéia com a galera, fazer um curativo com a minha mãe, ver um jogo do Cruzeiro jogo com o meu pai, tomar uma sopa com a minha família, passar um Merthiolate (que não arde), consertar a bicicleta, essas coisas todas.

Isso tudo pro cara não me processar por tentativa de homicídio, lógico. Não sou tão legal assim. Que inocência a sua se pensou que eu era gente boa...

Depois que o cara foi embora, fui dar uma olhadinha no carro.
Eu tava lá todo lesado (como sempre) e de repente...
FILHO DA PUTA, O CARA FUDEU COM O MEU CAPÔ, QUEBROU MEU FAROL E DESAPARECEU COM A MINHA LANTERNA. TOMAR NO CUUU!! E EU CHAMANDO ESSE VIADO PRA TOMAR SOPA AINDA??
Fiquei lá pensando "caralho, por que esse cara foi cruzar meu caminho? Puta prejuízo! E agora, meu Deus? De onde que vou tirar dinheiro pra pagar essa porra toda? Aiai, minha mãe vai me matar."

Hum... eu devia ter anotado a placa da bicicleta dele. Acho justo ele me pagar. Porque se você pensar bem, ele que me atropelou... faz todo sentido.
cadê a justiça desse país?

Tirando meu desfalque de umas três centenas de real (reais, sei lá),tudo acabou bem. Parece que o cara sobreviveu e nem chamou a polícia pra mim. Também nem chamei a polícia pra ele (embora devesse).

Ahh... e fim de história.

See you in another life, brothaaaa!
(Tá, também prefiro o Desmond fazendo isso. Foda-se também)

terça-feira, 6 de julho de 2010

A Saga da Injeção da Dona Sandra


Que Segunda-feira animada eu tive... fui levar a empregada da minha casa no médico.
Altas emoções... ô.

Cheguei do trabalho na hora do almoço e a dona Sandra com aquela carinha de quem foi atropelada por um trem. Tava lá com febre, enjôo, estômago embrulhando, dor de garganta, dor de coluna, dor de cabeça, dor de dente, dor de cabelo e mais todas as outras dores possíveis ao ser humano sentir. Uma expressão de refugiada libanesa, coitada.
Pois bem, depois do almoço minha mãe decidiu que eu devia parar tudo, cancelar todos os meus compromissos e levar a muié pro médico.

É importante dizer aqui que não tenho boas memórias de hospitais. Já estouraram uma verruga minha achando que era bicho de pé, enfiaram um ouriço acidentalmente no meu joelho, me deixaram cair da maca, confundiram minhas espinhas com sarampo quando eu tinha 11 anos, me deram injeção errada e por aí vai. Tenho sérios traumas de ambientes assim.
Mas fui lá acompanhar a doentinha de bom grado.

No caminho já foi um charme, toda hora era "ô Lucas, vai devagar com esse carro, criatura. Ai meu pai, vou morrer antes de chegar no dotô. Hum... preciso comprar queijo (????), vamo dá uma passada no Extra? Aquele Gabriel (filho dela) só me dá pobrema. Cê acredita que ele perdeu média de novo? Dessa vez até em religião. Além de burro, nem pro céu essa praga vai."
E lá foi eu escutando ladainha durante todo o trajeto. Hunf.

Chegando lá o tiozinho da secretária/portaria/guichê/primeira análise/mano que faz as fichas/sei lá cumé que chama essa porra, perguntou o que eu era da paciente. Respondi que não era nada, só amigo. Aí o cara falou algo fenomenal "olha, meu senhor, é aconselhável que o paciente esteja acompanhado de algum parente, de preferência filho, marido, irmão ou pais." PORRAAA, que história é essa? Se um amigo tiver um ataque cardíaco no meio da rua eu deixo ele lá morrendo e vou caçar o pai dele? Aiai.
Só depois de muita insistência, onde eu tive que dar quase uma palestra pro cara de tanto que falei, ele liberou um atendimento.

Descobri que a Sandra tinha medinho de hospital, pediu que eu entrasse lá no consultório com ela. Como sou muito solicito parei, de ler a revistinha da Turma da Mônica e fui lá.
Teve todo aquele conversê chato, que vou poupar aqui, ainda mais que toda hora eu dava uma pescada e caía no sono, teve uma vez lá que até sonhei, rapaz.

Okay... depois de quarenta minutos de conversa, exames práticos, ter feito a pobre abrir 50 vezes a boca, o Dr. Rodolfo (sim, Rodolfo o nome do sujeito) estava (quase) pronto pra dar o diagnóstico.

"Olha, pode ser ou sinusite, ou dengue, ou cansaço físico e emocional causado por (e)stress, ou um mal-estar passageiro por algo que você comeu, ou uma febre, ou até mesmo uma gripizinha. Mas o certo mesmo é que sua garganta está muito inflamada."

UAU!! SENSACIONAL! ISSO SIM É UM MÉDICO DE VERDADE
Na moral, quase que nessa fala do Rodolfão eu caí da cadeira e falei "sabia. Sabia que não ia adiantar merda nenhuma vindo aqui. Esses caras tão de sacanagem." Puta que pariu, o cara estudou 10 LONGOS ANOS da vida pra falar um monte de coisas que eu falei lá na minha casa. Pior, fiz meu diagnóstico perguntando uma única coisa, o chegado pergunto umas mil e fez um monte de examizinho prático. Não precisei de nada disso pra falar da minha residência há duas horas, exatamente a mesma coisa que o bonitão falou. Na boa, onde pego meu diploma de médico?

Pra fuder com tudo a Sandra resolve falar "mas gripe?? tô com Gripe Suína? Ai, Jesus".

Pronto! Ao invés do cara simplesmente falar "não, dona", resolveu logo dar uma aula sobre o novo vírus H1N1, sobre a Influenza e por aí vai. Tipo "ó gente, não tenho que atender mais ninguém hoje mesmo, vou bater um papo-cabeça com essa moçada descolada aqui."
O cara além de falar até babar, me dar uns folhetos e mais sei lá o quê, perguntou se a gente tava com pressa. Antes d'eu poder abrir a boca e falar "sim, estamos com pressa pra caralho, fi. Tem gente nesse Brasil que trabalha de verdade". A Sandra chegou antes "que nadaa, dotô. Tamo por conta, já até me servi do cafézinho e dos biscoitos." Perfeito. Tudo que o Doutor da Alegria queria.
Aí ele passou um vídeo educativo sobre a porra da Gripe Suína, que nessa altura não sei mais se essa merda chama Alianza, H1N1 ou sei lá que bosta. Detalhe: o 'videozinho' tinha simplesmente 28 MINUTOS!

Perdi totalmente a vontade de ser simpático nessa hora. Chutei o balde mesmo. Escorei a cabeça na cama do escritório e puxei um ronco violento, até babei. E no final o cara ainda veio me dar uma lição de moral "esses jovens, sempre acham que não tem que aprender sobre saúde. Pensam que nada de errado pode acontecer a eles. Sim, a velha arrogância e prepotência da juventude."
Sério, se eu não tivesse com um biscoito Maria Maizena na boca eu mandava esse cara tomar no meio do cuzinho dele.

Quando achava que já tinha dado tudo, que era só levantar e ir pra casa, o doctor teve outra idéia brilhante "Sandra, acho que vou mandar você tomar uma benzetacil pra tentar curar sua garganta." Pronto, mais uma discussão de meia hora. A muié querendo saber se ia doer (claro que ia doer, benzetacil é a pior das injeções) , onde era aplicado, ficou falando que tinha medo e blá, blá, blá.
Finalmente deixou de ser menininha, criou coragem e foi lá tomar o coco do trem. Dessa vez fiquei do lado de fora, a injeção ia ser aplicada na nádega, e depois disso tudo a última coisa que eu queria ver era minha empregada com a bunda de fora.
Formou-se um comitê pra aplicar a injeção. Na hora que mandaram ver ouviu-se um grito que o hospital todo escutou, o chão tremou e até o céu mudou de cor. Parecia que o mundo tava acabando.
Depois disso fui lá ver a situação. a Sandra virou pra mim e falou "ai, meu filho, me acode, me acodeee que Deus tá me levando embora. Ai, minha virgem Santa, roga por mim que eu tô indo. Tô indo pra casa do pai." Puta drama, viu?

Tá, eu sei que essa porra dói pra caralho, mas precisa? Precisa de tanto?
Também já tomei benzetacil na bundinha (hum... essa frase soou muito gay, né?) quando era criança, doeu pra cacete. Mas como bom machinho aguentei sem chorar (muito), cumé que uma muié vivida e experiente não consegue aguentar firme também? Pffff...

domingo, 4 de julho de 2010

Fudendo com o Casamento Alheio


Ahhhh... povo bonito! Sabe onde fui ontem? Fui num casamento de uma prima aí. ÊÊÊÊÊ
UAUU, hein?! E dái? Foda-se, casamentos existem aos montes.

É... Aparentemente não tem nada de mais mesmo.
Mas se você olhar beeeeemm no fundo da situação... continua sendo a coisa mais sem graça do mundo. Mas tô afim de contar como foi.

Pra começar, eu tive que por aquela roupa social, bonita e desconfortável. Tinha também a gravata... a bendita gravata. Cara, eu não conseguia dar a porra do nó por nada nesse mundo. Resolvi apelar pro Google. Não tive sucesso nenhum também. E agora?
Bom, vou lá no Youtube, vejo um vídeo prático e arrumo isso em meio minuto. Hehe. Como sou esperto.
Primeiro tentei três vídeos em sequência de 1 minuto. Por mais que tentasse não conseguia pegar a técnica ninja dos caras. Pensei que tinha alguma dificuldade, então passei pra um vídeo de 5 minutos. Nada. Puta merda. Por fim eu tive que ver um vídeo de 15 MINUTOS realmente passo-a-passo que devia ser intitulado: como se dá um nó-simples em gravata? Guia passo-a-passo para os retardados mentais. Finalmente consegui dar um nózinho bem mais ou menos na merda do trem.

Bem... é interessante saber que trata-se do casamento da minha prima que é, digamos, uma brasileira bem nativa, com um cara aí que é, digamos, um suiço bem nativo. Que beleza, hein?
Tudo que o gringo tentava falar em português era engraçado e o molejo dele na pista de dança era incrível também, só não é pior que o meu, mas vamos falar disso depois.

Em matéria de farofagem minha família por parte de pai tem PHD. Ninguém tem a mínima vergonha de escancarar que estamos lá única e exclusivamente pra comer, beber, falar alto, chamar a atenção e balançar a bundinha na pista de dança ao som do "melhor das discotecas anos 70". Pra começar, nós fomos os únicos que juntamos mesas. Todo mundo lá civilizado e nós no melhor estilo família Buscapé, tentando ficar todos bem unidos. Os suíços devem ter ficado horrorizados com a nossa total falta de modos. Mas quer saber? Fodas também.
Com 30 minutos de festa os Leles (minha família, dããã) já sabiam o nome de todos os garçons e mais tarde invadimos até cozinha e conhecemos a moçada toda do buffet. Tava só alegria, eu comendo e bebendo loucamente, tudo às mil maravilhas.

Mas aí uma tia minha resolveu cagar com tudo, chamou o Rafa (nessa hora o garçom Rafael já tinha virado íntimo da família) e falou pra ele que na mesa tinha muito vegetariano, que ele trouxesse mais algumas coisas sem carnes pra lá.
Aí pronto, ferrou tudo. O cara deve ter entendido que somos um monte de cavalos que só comem capim, não nos alimentamos de carne nem fudendo. Daí em diante era só salgadinho de palmito, ricota, queijo e depois começaram a mandar pratos frios de ALFACE E CENOURA. E não paravam, toda hora era o pratinho da salada. Eu não aguentava mais ver verde na minha frente. Meu pai teve que chamar o Alcir (outro garçom) e falar "ô Alcir, já que vocês já deixaram a ala vegetariana satisfeita, manda alguma coisa que tem carne agora, meu brother". Aí tudo ficou bom de novo, tirando a parte que os caras sempre deixavam cair cerveja na gente, mas tava até divertido, tava morrendo de calor mesmo, a temperatura devia tá o quê? uns 5 graus negativos?

E minhas tias tão cada vez mais sem noção de etiqueta. Começaram a gritar na mesa pra todo mundo ouvir que eu tava ficando igual ao meu pai, com uma bundinha sexy. Até a galera suíça (que falam italiano por sinal) entenderam o que minhas tias tavam dizendo. Porque não satisfeitas em berrar pro casamento todo, me fizeram levantar e sair rodando pela mesa toda pra geral ver de perto meu bumbum, olha que situação. Até chegar na minha vó que encerrou o assunto "ahhh... nada disso, a mesma bunda magrela de sempre". Aiai...

Tirando esses detalhes tava tudo indo bonito. Tava lá indo na cozinha toda hora, pedindo a dona Marieta mais macarrão, jogando uma conversa mole na minha prima gatinha de sei lá que grau, sentindo um frio da porra, vendo um outro gringo mó simpático com uma gravatinha borboleta, essas coisas legais.
Teve uma hora que fui no banheiro que foi realmente tensa. Tava lá preparando pra dar aquela mijada e o cara do lado me solta uma bufa cabulosa. Pra não deixar o mocinho sem graça fingi que nada tinha acontecido. Mas o chegado parecia não ter ficado nada desconfortável e falou "porra, tava precisando de dar essa peidada. Você devia tentar também, é muito bom, uma sensação de liberdade, ainda mais com essa roupa. Vai lá, amigão, sua vez!" Eu agradeci e falei que não, e o cara ficou lá por 10 minutos tentando me fazer peidar. Puta que o pariu. Tem coisa que é só comigo mesmo.

Chegou então a esperada hora da noiva jogar o buquê. Quando meu pai viu que a minha irmã não tava lá esperando ele arrumou um desespero, mandou parar tudo "só joga essa porra quando a minha filha tiver aqui e bem na frente de preferência." Ele foi lá buscá-la de dentro da boate e pôs ela bem na linha de frente.
Tensão absoluta. Todo mundo com a respiração presa. 1, 2, 3 e JÁÁÁ! Juro, foi tipo uma vídeo cassetada do Faustão, aquele monte de mulher correndo como se o mundo fosse acabar, rolando pela grama. Minha irmã e outra muié lá quase pegaram, mas uma outra prima minha (mais encalhada ainda) policial berrou usando de sua influência: SAI FORAA, VAGABUNDA! POLÍCIA, MANO! E pegou o buquê, né? Óbvio.

Passada a situação fomos pra pista de dança de novo. Caralho, todo mundo em harmonia, fazendo os mesmos passinhos, parecia que esse povo tava ensaiando escondido esse tempo todo, não é possível. E eu lá, só mexendo o pescoço. Até o noivo (que nessa hora já era marido) europeu tinha mais remelexo que o zé quadril-duro aqui. Meu pai dançou até com a matriarca suiça. Hunf.

Como se já não bastasse todo meu deslocamento de ser o único da família que não tem qualquer intimidade com a dança, uma menininha de 12 ANOS, 12 ANOS, 12 ANOS começou a tentar me seduzir. Hahaha. Olha que coisinha mais meiga.
Ficou lá dançando e se chegando cada vez mais. E eu só querendo saber onde tava mãe daquela criatura, meu Deus do céu. Tô lá distraídão, aí a criança me empurra na parede (me chama de lagartixa) vira pra mim e fala "e aí fofo, já é ou já era?" Cara, que que eu podia dizer? "Olha, bonitinha. Se fosse pra soltar papagaio, assistir um desenho ou alguma coisa assim, até te fazia companhia. Mas pera aí, né? Uma coisa dessas só pode ser cogitada daqui há uns 10 anos no mínimo." Esse mundo tá perdido mesmo.

Hum... depois do incidente com a pequena minha prima gatinha, que citei anteriormente, me chamou pra dançar um forrozinho maneiro. Mas ela desistiu de mim depois de 15 segundos, tamanha minha habilidade. (Droga, perdi minha chance.)
Minha tia ficou com dó e me chamou pra dançar. Sinceramente achei que tava indo melhor dessa vez, mas aí ela falou depois da música "você não tem muito o costume de dançar não, né, meu filho?" Aí me desmotivou completamente.
Por incrível que pareça minha prima quis tentar de novo. Olha que louca. Dessa vez eu fui até melhor, devo ter aguentado sei lá, uns 40 segundos até pisar no joelho dela. Sim, não me pergunte como, mas pisei no joelho da coitada e deixei ela mancando.

Mas o pior e derradeiro estava por vir. Por um triz, e quando digo um triz, é que realmente foi por muito pouco. EU QUASE CAPOTEI A NOIVA. Tava lá tentando dançar, achando que tava abafando. Comecei a ficar muito confiante e tentei um novo passo super arrojado, que consistia em dar uma girada no meu próprio eixo. pensei assim "quando eu der um 360º aqui a galera vai pirar, vou ser o rei da pista. Fama, aí vou eu!" E PUF... já girei dando uma rasteira em quem tava atrás. E quem tava atrás? A noiva, claro! Foi uma típica puxada de perna no melhor estilo Mortal Kombat! Só vi minha prima catando cavaco, chegando cada vez mais perto do chão, caçando alguma mesa pra equilibrar. Todo mundo pôs a mão na cabeça. O noivo que já era branquelão ficou transparente, as mulheres começaram a gritar, quando parecia o fim da linha uma mão-santa segurou a minha prima e manteve-a de pé. Ufa... Graças a Deus!

Depois dessa achei que a melhor coisa que eu devia fazer era ir pra casa, né? A essa altura penso que já não era bem visto pelos familiares dos noivos.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

JABUULAANNI (Parte I)


ÊÊÊÊÊ, meu Brasil-sil-sil!
Valeu, Chile!
Só você mesmo pra deixar o Robinho fazer um gol.

Caramba! Não aguento mais todo mundo reclamando da pobre e indefesa bola da Copa. Vê se um cara com o futebol 'espetacular' do Felipe Melo pode reclamar da bola. A bola que tinha que reclamar dele. Inclusive se a Jabulani pudesse dar entrevista, muito jogador ia se ver com ela.

Aliás, que coisa engraçada, né? A bola tem até nome: Jabulani. Hahaha. Jabulani? Por que não colocaram um nome mais fácil? Tipo Alfredo, Zezinho... Sei lá.
E o mais tosco é que a bola da final vai chamar Jobulani, alguma coisa assim. O narrador chato da Globo ficou repetindo isso a cada cinco minutos numa transmissão de uma partida aí "é, a bola da final não chama Jabulani não, vai ser Jobulani!"
Que palhaçada é essa? Que que a bola vai pensar? "Ó minha filha, até aqui você chamou Jabulani, mas como agora é a final nós vamo mudar seu nome de batismo, viu, flor?" É como seu o meu pai falasse pra mim "olha, meu filho, até aqui seu nome foi Lucas. Como você entrou na faculdade, de agora em diante seu nome vai ser Juquinha, tá bom?" Eu hein?

Coitada da Jabulani. Tudo que acontece é culpa dela.
  • Vittek era um gol na cara? JABUULAANIII
  • Michel Bastos erra um passe de dois metros? JABUULAANIII
  • Rooney não corre nada o jogo inteiro? JABUULAANIII
  • Sorensen toma um gol do meio-de-campo? JABUULAANIII
  • Minha vó peidou? JABUULAANIII
Cacete! Nããããoo, a bola não tem nada a ver com a grosseria desse povo. VOCÊS ERRAM PORQUE SÃO RUINS. ACEITEM ISSO! (e minha vó peida porque é uma peidona) Vê se o Kaká, Messi, Robben e Muller reclamaram da bola.
É como no video-game, se você sabe controlar a manete, suas jogadas no Pro Evolution Soccer vão naturalmente sair; mesma coisa no futebol, se você sabe usar seu pé, tudo vai dar certo, se não sabe vai dar merda. Simples assim.

Aiai...

Tem uma coisa que tem me deixado especialmente puto: Por que ninguém nessa Copa sabe bater a porra de um escanteio? Por que ninguém sabe chutar uma bola pra área? Só o Maicon (logo o Maicon) tá batendo um escanteio decente.
Sério, qual é a dificuldade de cruzar (a bola) direito? Todo mundo só chuta na primeira trave.

Ahhh... deve ser culpa da Jabulani, claro!
Mas ela não era mais leve? Hum... te peguei!

Com certeza a bola não tem culpa nenhuma do Daniel Alves ter batido SETE escanteios seguidos pra um anão de 80cm cabecear de peixinho.

Não entendo. Os caras (supostamente) treinam todo santo dia, estão nos melhores times, jogam nos melhores campos, ficam hospedados nos melhores hotéis, tem o melhor acompanhamento, ganham bem pra caralho e não demonstram a menor boa vontade em aprender a chutar uma bola.
Vão tudo se fuder mesmo!

No time que eu jogo no meu bairro quando erro um escanteio ou uma falta, todo mundo me xinga, manda tomar no cu, essas coisas. Escuto calado e depois peço desculpas, porque sei que caguei no lance importante pro time por pura grosseria. E olha que eu não sou profissional, jogo num campo onde mal existe grama, com uma bola que parece um coco e não ganho nem um mísero centavo por isso.
Fico bobo, um estúpido qualquer erra e ninguém diz nada, só falta falar "boooa, amigão! É o 14° escanteio que não chega nem na pequena área, mas tudo bem, gosto de vir aqui passear à tôa mesmo. Até a próxima, hein?! Falou, aê!"
Se fosse no meu time ia endoidar "cê tá louco, meu filho? Não comeu hoje não, porra?! Custa mandar a merda da bola na marca de penalti, seu idiota?"

É isso! Não é a bola que pega 'efeito contrário', não é ela que passa dentro da mão do goleiro, não é opção dela ser jogada pra lua.
A culpa não é dela.
É sua, seu jogadorzinho de merda! Para de colocar na bola a culpa da sua incompetência. Vai lá treinar.

Olha o titio Maradona, com 850kg tem mais habilidade e mais jeito com a bola que a Copa do mundo inteira.

E acabou também!

domingo, 27 de junho de 2010

Ahhhh... Motoqueiros...


PORRA! Tô puto. Muito puto. Puto pra caralho.
Já vou avisando que esse post vai ter muito palavrão. Porque eu sou um ogro mesmo. Quando alguém fode com a minha vida, me sinto no direito de falar muitos palavrões. Se eu matar alguém pra me vingar provavelmente vou preso. Então o jeito é falar palavrão.
Se você não gosta, foda-se. Não gosto de jiló, mas eles continuam existindo aos montes, tão pouco se fudendo pra mim.

Primeiramente, por que existem motos? Quem é o animal que aprova um imbecil que não tem a menor noção de distância num exame de direção? Quem é o responsável por dar carteira ao primeiro homem das cavernas que aparece na frente?

Sabe de uma coisa? Além de tudo tô triste. Já tinha um post preparado pra esse final de semana. Era até um post feliz, viu? Cheio de mensagens de otimismo, esperança de um mundo melhor, que pregava a paz entre todos os povos, essas coisinhas fofas. Mas ai vem a merda de um motoqueiro estúpido e manda pro espaço toda a minha boa vontade com vida.
Pra falar a verdade o outro post não tinha porra de mensagem otimista nenhuma, mas pelo menos não tinha o teor de indignação que este apresenta. Hunf.

Pois bem, eu tava lá todo pimposo PARADO (eu disse parado) no sinal. Naquele trânsito bonito do Centro de BH, na popular Avenida do Contorno. Tô lá todo humilde no meu singelo carrinho pensando porque o céu é azul.
Do nada escuto um barulho de moto acelerando loucamente. Eu comecei a raciocinar comigo "por que esse idiota tá acelerando tanto? Ele vai ter que parar essa merda no sinal mesmo".
E o barulho só aumentava, só aumentava, só aumentava...
De repente senti que o motoqueiro tava passando do meu lado, o cara tava vindo tão rápido que eu até senti um ventinho. Dei uma arredadinha pro lado e quase que borrei nas calças. E não é que o sem-mãe (tem hífen nessa porra?) ao passar pelo meu carro bateu no retrovisor? Bateu, meteu o pé. Sei lá que merda o cara arrumou.

A primeira coisa que eu pensei foi o que todo mundo provavelmente pensa "PUTA QUE PARIU! COMO ASSIM ESSE ESTÚPIDO BATEU NO MEU CARRO PARADO? MAS TEM QUE SER UM PSICOPATA PRA FAZER UMA CAGADA DESSAS!"

Eu só olhei pra trás e vi o espelho do retrovisor no chão. Quando pensei em correr lá e pegar, um ônibus passou impiedosamente por cima do coitado. Foi uma sensação tão ruim, parecia que aquela roda tava passando por cima da minha perna.
Depois disso abri os braços e soltei um 'vai tomar no cu'. O mínimo que eu podia fazer naquela hora.
E o bonitão do motoqueiro tava lá, olhando pra mim com uma cara de "que bela merda eu fiz, hein?!" Tirei o cinto de segurança e desliguei o carro pra ir falar com o autor da obra de arte.
Quando o safado viu que eu ia atrás dele e cobrar pelo estrago (além de mandar ele se fuder, logicamente) ele saiu correndo, cortando os carros e sumindo da minha vista.

Nãããoo, eu não lembrei de olhar a placa dele. Pensei nisso depois de dois segundos dele ter desaparecido pra sempre. Mas na hora nem lembrei que existia placa em veículos..

Tem coisa que não entra na minha cabeça nem fudendo. Como alguém é filho da puta o bastante pra estragar uma coisa sua, ver que fez a merda e sair correndo pra te deixar com o prejuízo? A moto do cara era nova, bonitona, modelo bem atual e essas frescuragens todas. O gente boa podia não ser o herdeiro do Bill Gates, mas uma graninha o jovenzinho tinha. E eu? Coitado de mim. Tava lá com meu Uninho branco, ano 95 ou 96, sei lá, que mal tenho dinheiro pra por 5 reais de gasolina pra ir no centro da cidade (tá, fiz um drama do caralho mesmo, admito. Mas se fosse algum de vocês ia rolar um charme também, vai). E o cusão não teve nem coragem de falar comigo. Que mundo é esse?
Eu pergunto: e agora?
Agora eu tenho que comprar a porra de um retrovisor novo. Nem sei quanto custa essa merda. 20, 30, 40, 50 reais. Sei que saí dessa história com prejuízo moral e material, vou morrer numa nota, enquanto o lindão ficou de boa. Porque nem pra cair e ralar o joelho o marginalzinho serviu. Droga.

Então é isso, se você é um cara que ficar por aí apavorando com a sua motoca, chutando gratuitamente os retrovisores dos carros alheios eu tenho uma coisa pra te dizer: você é um corno, filho da puta. Uma bichinha louca que não tem o menor respeito pela coisas dos outros. E fica esperto, seu viadinho de merda, porque o mundo costuma ser justo (nem sempre, né?). Hoje você quebrou meu retrovisor, amanhã eu posso abrir o jornal e ter uma foto da sua moto embaixo de uma carreta. Detalhe: com o seu retrovisor quebrado também. Porque aqui se faz, aqui se paga, manolo.

E tenho dito.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Porra de Tempo que Nunca Sobra


Tempo é realmente uma coisa escassa hoje em dia. Se você trabalha o dia inteiro e estuda a noite (ou estuda em todos os momentos da sua vida pra passar no vestibular e deixar a vovó orgulhosa), sabe o quão foda a vida é.

Digo isso porque me encontrava numa situação muito triste até há algumas semanas atrás; tava numa total e absoluta falta de tempo pra viver. Agora até que não, tô na paz de Jah, rapá. Todo malandrão. Trabalhando só de manhã e levando com a barriga os últimos momentos de faculdade nesse semestre. Ultimamente tenho discutindo com a TV a tarde toda vendo a Copa do Mundo e postando nesse bloguinho de quando em vez.
Porém ainda me solidarizo com as causas da nossa juventude. Ainda mais que tenho uma mãe e um pai que não me permitem o ócio, não conseguem deixar que eu curta uma folguinha, fico aí por conta da galera então; ir no banco, comprar alguma coisa, tomar conta dos negócios da família (um bar), trabalhar de servente de pedreiro, etc.
Por isso luto pela causa dos fracos e oprimidos, sou um ser humano cheio de idealismos, ora.

Mas voltando ao assunto... A vida de todo mundo tá mais corrida que vida de maratonista. Fazemos tudo ligados na velocidade 5 na Dança do Créu. Isso é pra eu aprender, já que eu achava o cúmulo da viadagem ficar reclamando da falta de tempo, aí de repente comecei a usar até minha pobre hora de almoço pra fazer alguma coisa atrasada pra faculdade. Isso tudo porque moro a 300 metros de onde trabalho. Imagina quem mora numa ponta do mundo, trabalha em outro e estuda em outra... tenso.
Café da manhã e o lanchinho da tarde a gente só come em movimento, indo pra algum lugar, provavelmente trabalho ou faculdade. Olha que tristeza!

Teve um dia que foi o mais deprimente de todos. Eu simplesmente não tive tempo de cagar. Puta que o pariu. Eu tive que segurar a vontade porque não tive tempo de deixar a merda descer.
Sério, nenhum ser humano merece passar por isso, o direito de cagar é sagrado. Que mundo é esse no qual um homem não pode se sentar sozinho por 5 minutos, refletir um pouco sobre a vida e deixar a natureza agir?

Essa coisa de viver sob pressão é uma bosta. Só queria poder deitar no meu sofá, morrer por lá mesmo e não pensar em porra nenhuma.
Acho que o Lula como uma última medida de governo, deveria ser radical. Fazer um Ato Institucional falando assim:

Companheiros, de hoje em diante declaro ser terminantemente ilegal que o estudante/operário estenda sua jornada por mais de oito horas diárias, somadas as horas passadas na universidade (ou escola de ensino médio) com as passadas no local de trabalho. Fica decretado também que o mesmo tenha direito a acesso gratuito aos ônibus, bem como descontos especiais em cerveja, jogos do Cruzeiro Esporte Clube, gasolina, motel, prostíbulos (por que não?), carvão e carne (verdura que se foda, ninguém gosta dessa porra mesmo). E de quebra vamos pagar 2000 reais por mês pra cada estudante desse país! ÊÊÊÊÊ, meu Brasil!

Já pensou que alegria?! Eu ia sair por aí pelado dando piruetas na rua.
Mas nããããão, tenho que levar essa vida de exploração proletária. Sem direitos, sem dinheiro...
Acho que vou pegar uma camisa vermelha velha no guarda-roupa, pintar um martelo, uma foice e uma estrela nela. Depois é só sair por aí tocando o terror e me tornar um ditador comunista. Na China isso deu certo. Por que não aqui?
Duvido que o companheiro Luiz Inácio seguiria minhas idéias mesmo. O jeito é impor minhas vontades a força. Hunf.

Ah, se eu fosse presidente...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Dificuldades do Sexo Masculino


Senhoras, por favor, prestem atenção em algo importante.

Das coisas que os homens são incapazes de fazer, duas são especialmente complicadas para nós:
Primeiro - Fazer compras de casa;
Segundo - Comprar roupas novas, principalmente para os outros.

Então não nos peçam pra fazer alguma coisa desse tipo, porque com total certeza vai dar merda. Não critique-nos quando a bosta começar a feder. Todo mundo sabe que desde que o mundo é mundo o homem se enrola nessas coisas.

Porra, eu não aguento mais tanta pressão na minha vida, principalmente da minha mãe. Minha barriga até gela quando chega o final de semana e e ela vem com o papinho dela "ô Tesouroo (sim, quem convive comigo sabe que a minha mãe me chama de Tesouro), vai no sacolão pra mim. Escolhe uns tomates beeem bonitos, uma acelga novinha, umas batatas boas, vinte laranjas com muito caldo e uns três mamões bem maduros. Ahh... não esquece dos palmitos, hein?! Tem que tá tudo fresquinho".
Cacete, que isso?! O que que minha mãe acha? Que eu sou o Sr. Quitanda? Cara, tirando o tomate ultra-podre, o resto é tudo igual, não tem essa de feio e bonito. Batata então... são todas as mesmas, não existe diferença entre batatas. Como vou saber se a laranja tem muito caldo? Sei lá, eu pergunto pra ela? Tipo "ô laranjinha, e aí? Tem caldo ou não tem, filhota?" Sem essa história de dizer que a macia dá mais caldo, toda laranja que eu aperto tem o mesmo nível de fofura.
E esse trem de acelga? Na boa, eu não sei nem diferenciar uma alface de uma couve, sério, não tenho condições de escolher uma acelga boa pro consumo. E mamão? Vai se fuder, eu nem como essa porra; não faço a menor idéia de como faço pra distinguir um mamão maduro de um recém-nascido. Palmito fresco? O que seria palmito fresco? Sei lá, pô, tipo um palmito boiola?

E quando me mandam no açougue? Puta merda. Não adianta, eu não sei olhar pra um boi morto aos pedaços no freezer e dizer se o contra-filé tá melhor que o acém. Pra ser bem sincero, nem sei qual é um e qual é o outro. Pra ser maaais sincero ainda, nem tenho certeza que essas partes realmente vieram do boi. Sei lá se veio da galinha, porco, golfinho, gafanhoto, minhoca...

Desistam... se você pedir pra um homem ir no supermercado comprar temperos pra carne, peixe, frango, salada, arroz, feijão, massa ou pra qualquer outro troço que seja, ele vai trazer a porra do trem errado. Óbvio. Agradeça se ele trouxer um pacote de sal e um vidro de pimenta. É o máximo que ele consegue pensar. Pra que você precisaria de outra coisa?
Não, eu não sei o que é um fermento em pó, não sei o que é coento, não sei o que é 'cheiro verde', não sei o que é cravo tailandês, não sei o que é alcachofra, não sei o que é porra nenhuma disso. Se me for pedido pra comprar isso vai dar bagunça. É melhor evitar a fadiga.
Além de comida, nós homens, geralmente não compreendemos também os nuances que diferenciam o detergente Ypê do Minuano. O sabão em pó Omo do Minerva. Água sanitária Global pra... pra... pra... não sei, deve existir outra marca de água sanitária, né? Fodas, se existir a gente não tem a mínima noção do que diferencia as duas.
E o pior é que tenho que aguentar minha mãe balangando na minha cabeça "carambaaa! Mas comprou errado de novo?? Já é a quarta vez que você vai e volta!! Será possível que eu vou ter q ir lá? Mas é muita incompetência mesmo. Como dizia minha avó, quem quer faz, quem não quer manda!" Oww... Se tivesse ido lá pessoalmente desde o início tomar conta do bagulho evitava esse transtorno todo, né? Masss nãããoo... manda o idiota lá pra garantir que vai sair um cocô qualquer. Hunf.

E roupaaaa? Meu Deus, como é difícil comprar uma blusa e uma calça nesse mundo.
Eu juro que eu não entendo o que acontece, toda vez que coloco uma roupinha nova pra dar um rolé diferente, a mesma que fui comprar no shoppis há dois dias atrás, ela tá toda errada em mim. Tá grande, curta, manchada, rasgada, não combina nada com nada, etc. CARALHOO!! Como assim? Mas ela tava tão certinha quando eu experimentei, cumé que essa bosta foi diminuir no caminho da loja até o guarda-roupa da minha casa?
Eu fico lá, né? Todo esculhambado. Meu pai vê a cena e fala: "nossa, meu filho, por que você não chama a Luana (ex-namorada), sua mãe ou até sua vó pra ir comprar roupa com você? Sinceramente, cê tá uma marmota, criatura."
Eu posso fazer o quê? Abaixar a cabeça e chorar, né? "É pai, seu filho é um imbecil mesmo, que não sabe nem escolher uma blusa."

Hum... eu descobri as artimanhas do meu pai. Quem compra as roupas pro safado é só a minha mãe, por isso que ele só anda por aí com os looks da moda, que ficam justos nele, sem problema nenhum. Porque se dependesse do bom senso dele, há, ia ficar igual ao Tiririca depois dum trator passar por cima. Comprovei isso na última vez que meu pai foi comprar uma blusa desacompanhado.
É... definitivamente não dá mesmo. Homem não sabe fazer essas merdas.

Mas o mais foda é comprar roupa pra outra pessoa. Pra criança então. É o fim.
Eu simplesmente não sei diferenciar o tamanho de um menino de 5 pra um de 8 anos. Eu não sei a diferença de 12 pra 15 anos. Eu não sei o que tá na moda. Um dia minha mãe falou pra comprar uma blusa dum tal de Ben 10 pra um moleque duns 7 anos. Ahh... quando ela viu a minha escolha achei que ela fosse me dar um ippon que ela aprendeu na aula de judô na mesma hora. "Eu nãããão tô acreditando!!!! Que camisa é essa??? Eu peço procê comprar uma camisa do Ben 10 pra um menino de 7 anos e ocê me chega com um pedaço de pano com um cachorro amarelo desenhado (era o Pluto, só pra constar). Olha o tamanho dessa camisa, espertão. Cabe 3 meninos de 7 anos aí dentro." E blá blá blá.

Comprar roupa pra mulher é algo que eu parei de tentar há uns anos, depois de péssimas experiências. Pra começar, nem consigo entender como as muié entram dentro das roupas, não posso dar de presente algo que eu desconheço por completo o funcionamento, né? Convenhamos. Acho que deveria até vir um manual de instrução explicando como se usa o negócio, como se entra na roupa e tals.

Mas no fim das contas, a mensagem é essa: se você quiser que o almoço saia na hora certa de verdade, se quiser evitar aborrecimentos, discussões desnecessárias, ter um homem que pelo menos não seja totalmente mulambento ao lado, seja você mãe/irmã/namorada/amiga, matenha distante do sexo masculino responsabilidades como compras do lar e roupas, principalmente se for pra dar de presente pro seu afilhado que tá fazendo 6 anos. O menino nunca vai te perdoar por aquele presente escroto e a família vai te olhar torto pra sempre. Serião.

É isso. Fikdik pra todas as menininhas que tão passando por aqui e querem arrumar um marido.

Acabou! Buenas noches para usted!
Hasta!