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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Atropelando e Sendo Atropelado

Antes de tudo... a imagem tem pouco haver com o contexto da história, mas ela é bem engraçada, vai.


Você já atropelou alguém?
Se não, sorte sua. Se sim, sabe que é realmente uma bosta.

Cara, eu já pensei em fazer um post sobre minhas aventuras como motorista. Mas já aconteceu tanta coisa, mas tantaaa coisa, que decidi contar aos pouquinhos. Já contei sobre minhas multas suspeitas e sobre o (maldito, filho-da-puta, corno, viado) motoqueiro que graciosamente chutou meu retrovisor.

Era uma noite fria e chuvosa, já passava das 10:30 PM e eu lá voltando humildemente da faculdade pra casa, à bordo do meu Uninho branco, assoviando uma alegre canção.
Quando tô quase chegando ao meu destino, faço meu habitual procedimento de dar seta pra esquerda pra pegar a rua da minha casa e finalmente encontrar o aconchego do meu lar.
No momento que vou virar, me aparece na minha frente saído de sei lá da onde, brotado das profundezas mais profundas (????), um lunático montado em sua bicicleta.

Só deu tempo de pensar "fudeu, atropelei o doidão".
Obviamente não deu outra, joguei mesmo o cara pro alto.

Era impossível enxergar o sujeito. PRIMEIRAMENTE, era à noite. DEPOIS, tava chovendo. OUTRA, a roupa do cara era totalmente escura. MAIS OUTRA, a bicicleta do cara era preta. E PRA FUDER COM TODA MINHA VISÃO, o cara era da cor do Lázaro Ramos. Simplesmente não dava pra ver.
Eu tentei ao máximo pisar no freio pra pelo menos diminuir o impacto, mas foi inevitável o choque.. Só vi o cidadão voando. Puta que o pariu.

Nessa hora a primeira coisa que me passou pela cabeça foi fugir pro México, mas pensei melhor e parei o carro pra socorrer (que pessoa legal e nobre sou eu) a vítima.
O chegado tava lá aparentemente morto, jogado na vala do meio-fio. Comecei a suar "ai, meu Deus. Minha carteira é provisória. Ferrou! Caralho, que que eu faço? Será que alguém viu? Hum... acho que não. Vou por o corpo desse cara no porta-mala e vou jogar no rio. Pronto! É isso aí! Ninguém vai saber de nada. Sou muito malandro."

Nisso o brother, até então morto, começou a se mexer e cismou de ressuscitar. Pensei em dar uma bica na cabeça do moribundo pra matar ele de novo e voltar com o meu plano de ocultação de cadáver, mas olhei bem pra cara dele e pensei direito. Achei que ele merecia viver.
O maluco tinha mó jeito de ser gente boa, que tava lá voltando da longa jornada de trabalho e só queria ver a esposa e os filhos.
Resolvi então ajudar o acidentado (caramba, sou um rapaz bom mesmo). Ajudei ele a sentar e pus a bike de pé. Depois fiquei lá falando igual ao Faustão, perguntando se o cara tava bem, se queria ir no hospital, se ele tinha essa mania de pular com a bicicleta na frente dos carros. Essas coisas.
Falei até babar, e o cara nada de reagir. Ficou caladão durante todo o meu discurso. Tava até achando que o capote tinha feito ele perder a voz pra sempre. Comecei até a me remoer de culpa de novo.

Depois de longos minutos, o indivíduo resolve se manifestar. Olha bem o que ele me fala depois de toda expectativa, "tenho que parar de nadar nessa porra (de bicicleta) mesmo. Só nessa semana já caí duas vezes e quase fui atropelado por um ônibus."
Nessa hora eu não aguentei e ri desgraçadamente. Porra, era só TERÇA-FEIRA e já tinha acontecido tudo com o cara na semana. Malandragem ali reina, viu? Eu tive que falar "ah... espertão, então cê admite que o lerdo dessa história toda é você, né?" Aff...

Acho que minha tentativa de piada não foi tão bem aceita. Convenhamos, que humor mais fora de hora.

Aiai... depois daquela cena toda, chamei o cara pra ir lá pra minha casa. Sei lá, trocar uma idéia com a galera, fazer um curativo com a minha mãe, ver um jogo do Cruzeiro jogo com o meu pai, tomar uma sopa com a minha família, passar um Merthiolate (que não arde), consertar a bicicleta, essas coisas todas.

Isso tudo pro cara não me processar por tentativa de homicídio, lógico. Não sou tão legal assim. Que inocência a sua se pensou que eu era gente boa...

Depois que o cara foi embora, fui dar uma olhadinha no carro.
Eu tava lá todo lesado (como sempre) e de repente...
FILHO DA PUTA, O CARA FUDEU COM O MEU CAPÔ, QUEBROU MEU FAROL E DESAPARECEU COM A MINHA LANTERNA. TOMAR NO CUUU!! E EU CHAMANDO ESSE VIADO PRA TOMAR SOPA AINDA??
Fiquei lá pensando "caralho, por que esse cara foi cruzar meu caminho? Puta prejuízo! E agora, meu Deus? De onde que vou tirar dinheiro pra pagar essa porra toda? Aiai, minha mãe vai me matar."

Hum... eu devia ter anotado a placa da bicicleta dele. Acho justo ele me pagar. Porque se você pensar bem, ele que me atropelou... faz todo sentido.
cadê a justiça desse país?

Tirando meu desfalque de umas três centenas de real (reais, sei lá),tudo acabou bem. Parece que o cara sobreviveu e nem chamou a polícia pra mim. Também nem chamei a polícia pra ele (embora devesse).

Ahh... e fim de história.

See you in another life, brothaaaa!
(Tá, também prefiro o Desmond fazendo isso. Foda-se também)

domingo, 27 de junho de 2010

Ahhhh... Motoqueiros...


PORRA! Tô puto. Muito puto. Puto pra caralho.
Já vou avisando que esse post vai ter muito palavrão. Porque eu sou um ogro mesmo. Quando alguém fode com a minha vida, me sinto no direito de falar muitos palavrões. Se eu matar alguém pra me vingar provavelmente vou preso. Então o jeito é falar palavrão.
Se você não gosta, foda-se. Não gosto de jiló, mas eles continuam existindo aos montes, tão pouco se fudendo pra mim.

Primeiramente, por que existem motos? Quem é o animal que aprova um imbecil que não tem a menor noção de distância num exame de direção? Quem é o responsável por dar carteira ao primeiro homem das cavernas que aparece na frente?

Sabe de uma coisa? Além de tudo tô triste. Já tinha um post preparado pra esse final de semana. Era até um post feliz, viu? Cheio de mensagens de otimismo, esperança de um mundo melhor, que pregava a paz entre todos os povos, essas coisinhas fofas. Mas ai vem a merda de um motoqueiro estúpido e manda pro espaço toda a minha boa vontade com vida.
Pra falar a verdade o outro post não tinha porra de mensagem otimista nenhuma, mas pelo menos não tinha o teor de indignação que este apresenta. Hunf.

Pois bem, eu tava lá todo pimposo PARADO (eu disse parado) no sinal. Naquele trânsito bonito do Centro de BH, na popular Avenida do Contorno. Tô lá todo humilde no meu singelo carrinho pensando porque o céu é azul.
Do nada escuto um barulho de moto acelerando loucamente. Eu comecei a raciocinar comigo "por que esse idiota tá acelerando tanto? Ele vai ter que parar essa merda no sinal mesmo".
E o barulho só aumentava, só aumentava, só aumentava...
De repente senti que o motoqueiro tava passando do meu lado, o cara tava vindo tão rápido que eu até senti um ventinho. Dei uma arredadinha pro lado e quase que borrei nas calças. E não é que o sem-mãe (tem hífen nessa porra?) ao passar pelo meu carro bateu no retrovisor? Bateu, meteu o pé. Sei lá que merda o cara arrumou.

A primeira coisa que eu pensei foi o que todo mundo provavelmente pensa "PUTA QUE PARIU! COMO ASSIM ESSE ESTÚPIDO BATEU NO MEU CARRO PARADO? MAS TEM QUE SER UM PSICOPATA PRA FAZER UMA CAGADA DESSAS!"

Eu só olhei pra trás e vi o espelho do retrovisor no chão. Quando pensei em correr lá e pegar, um ônibus passou impiedosamente por cima do coitado. Foi uma sensação tão ruim, parecia que aquela roda tava passando por cima da minha perna.
Depois disso abri os braços e soltei um 'vai tomar no cu'. O mínimo que eu podia fazer naquela hora.
E o bonitão do motoqueiro tava lá, olhando pra mim com uma cara de "que bela merda eu fiz, hein?!" Tirei o cinto de segurança e desliguei o carro pra ir falar com o autor da obra de arte.
Quando o safado viu que eu ia atrás dele e cobrar pelo estrago (além de mandar ele se fuder, logicamente) ele saiu correndo, cortando os carros e sumindo da minha vista.

Nãããoo, eu não lembrei de olhar a placa dele. Pensei nisso depois de dois segundos dele ter desaparecido pra sempre. Mas na hora nem lembrei que existia placa em veículos..

Tem coisa que não entra na minha cabeça nem fudendo. Como alguém é filho da puta o bastante pra estragar uma coisa sua, ver que fez a merda e sair correndo pra te deixar com o prejuízo? A moto do cara era nova, bonitona, modelo bem atual e essas frescuragens todas. O gente boa podia não ser o herdeiro do Bill Gates, mas uma graninha o jovenzinho tinha. E eu? Coitado de mim. Tava lá com meu Uninho branco, ano 95 ou 96, sei lá, que mal tenho dinheiro pra por 5 reais de gasolina pra ir no centro da cidade (tá, fiz um drama do caralho mesmo, admito. Mas se fosse algum de vocês ia rolar um charme também, vai). E o cusão não teve nem coragem de falar comigo. Que mundo é esse?
Eu pergunto: e agora?
Agora eu tenho que comprar a porra de um retrovisor novo. Nem sei quanto custa essa merda. 20, 30, 40, 50 reais. Sei que saí dessa história com prejuízo moral e material, vou morrer numa nota, enquanto o lindão ficou de boa. Porque nem pra cair e ralar o joelho o marginalzinho serviu. Droga.

Então é isso, se você é um cara que ficar por aí apavorando com a sua motoca, chutando gratuitamente os retrovisores dos carros alheios eu tenho uma coisa pra te dizer: você é um corno, filho da puta. Uma bichinha louca que não tem o menor respeito pela coisas dos outros. E fica esperto, seu viadinho de merda, porque o mundo costuma ser justo (nem sempre, né?). Hoje você quebrou meu retrovisor, amanhã eu posso abrir o jornal e ter uma foto da sua moto embaixo de uma carreta. Detalhe: com o seu retrovisor quebrado também. Porque aqui se faz, aqui se paga, manolo.

E tenho dito.